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Osvaldo Galupo: um menino que dá nome à escola
Alunos da unidade municipal de ensino entrevistaram
familiares e descobriram a verdadeira causa do falecimento do garoto
Os
estudantes do 3º ano da Escola Desdobrada Municipal Osvaldo Galupo escreveram
um livro contando a história de vida do menino que dá nome à escola, localizada
no Morro do Horácio. O lançamento ocorreu na quarta-feira no auditório da
unidade.
O livro esclarece equívocos e mitos sobre o
falecimento, em 1980, do garoto que tinha 14 anos. Osvaldo foi vítima de uma
descarga elétrica quando cortava bambus e não quando soltava pipa, como era
dito. Os detalhes da história foram elucidados pelos familiares que concederam
entrevistas aos estudantes.
O
projeto foi desenvolvido pela professora Rosane Maria Kreuch em parceria com a
professora Terezinha de Jesus Bernardino, regente da turma, e com o apoio da
diretora Elizete Marques. Foram realizadas produção coletiva dos textos,
pesquisas, montagem de maquetes e fotografias para ilustração da história.
“A
atividade contribuiu para o conhecimento de uma história que merece ser
valorizada por todos que fazem parte desta comunidade escolar”, afirma Rosane
Maria.
A ideia
de realizar o projeto surgiu quando a professora Rosane observou a
singularidade desta escola que é a única na Rede Municipal de Ensino de
Florianópolis cuja denominação refere-se a uma criança.
Um menino que queria
construir um galinheiro
Osvaldo
Galupo morava com a família no interior do município de Anita Garibaldi (SC).
Depois, vieram morar todos em Florianópolis, no Morro do Horácio. Na capital,
Osvaldo começou a trabalhar numa feira que ficava próximo ao atual Beiramar
Shopping. Ele ajudava as senhoras a carregar as sacolas.
De um
dos feirantes, o menino decidiu comprar algumas galinhas, ideia bem aceita pelos
pais, João Galupo e Vilma Colombo Galupo. Mas Osvaldo teria que construir um
galinheiro. Desta forma, com o irmão Caio, Osvaldo acordou cedo para cortar
bambus na subida do Morro da Cruz.
De
repente, um grosso bambu ficou preso em alguma coisa, em um fio de
eletricidade. Osvaldo passou o facão para Caio terminar de cortar a planta,
enquanto ele puxava o bambu. Caio sentiu
um choque muito forte. O impacto foi tão grande que o jogou para longe. Quando
acordou do desmaio, percebeu que Osvaldo também havia recebido uma
descarga. Buscou ajuda. Mas já era
tarde. O menino havia falecido. A morte do garoto aconteceu no dia 15 de
outubro de 1980. Osvaldo era irmão de Pedro, Sueli, Adelmo, Ivonete, Sirlei,
João Carlos e Clemir.

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